
Estamos em setembro, e como todos os anos, uma enxurrada de conteúdos amarelos invade nossas redes sociais em apoio à prevenção do suicídio e à conscientização sobre a saúde mental. Mas você já se perguntou qual é o papel do marketing nesse contexto? Em um mundo hiperconectado, como podemos usar as ferramentas digitais para promover o bem-estar e diminuir o estigma?
Na era digital, o marketing tem um superpoder: espalhar mensagens de forma rápida, segmentada e eficaz. Com mais de 5,4 bilhões¹ de pessoas conectadas à internet e mais de 60%¹ da população mundial utilizando redes sociais, as campanhas digitais podem realmente fazer a diferença na conscientização sobre saúde mental, não só em setembro.
Como o marketing digital pode influenciar a conscientização sobre saúde mental
Em um mundo digital, a responsabilidade do marketing vai além de simplesmente promover produtos. Ao utilizar plataformas digitais, podemos influenciar mudanças reais, como ajudar a reduzir o estigma em torno da saúde mental. Campanhas de conscientização bem feitas podem salvar vidas. E não se engane: quando se trata de um tema tão importante quanto esse, o impacto de uma única pessoa alcançada é significativo.
Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades (valeu, Tio Ben). Em um cenário onde 300 milhões de pessoas sofrem de depressão², se sua campanha ajudar ao menos uma delas, o investimento já valeu a pena. O marketing de conscientização não é apenas uma estratégia; é uma missão.
Estratégias de marketing digital para reduzir o estigma em torno da saúde mental
O marketing digital tem o poder de personalizar a mensagem e direcioná-la para quem realmente precisa. Em vez de uma simples campanha de conscientização, que tal investir em estratégias personalizadas que ofereçam recursos e apoio direto para quem está em risco? O marketing digital pode ser muito mais do que um post; ele pode ser uma ferramenta de intervenção positiva, eficaz e mensurável.
Por exemplo, campanhas de prevenção ao suicídio podem usar dados demográficos e comportamentais para atingir públicos específicos, como jovens ou pessoas em áreas com altos índices de depressão. A inteligência digital nos permite ir além do básico e realmente impactar a vida das pessoas.
Criando comunidades de apoio digital: o papel do marketing social
O marketing digital não precisa ser solitário. Ao criar comunidades autênticas, as marcas podem incentivar o apoio mútuo entre os indivíduos. A internet é uma ferramenta poderosa, e quando usada para formar redes de suporte, tem o potencial de criar um impacto real na vida de quem está lidando com desafios de saúde mental. Por exemplo, a campanha “Na Direção da Vida – Depressão Sem Tabu” montou o “Labirinto de Girassóis” no Largo da Batata, em São Paulo, simbolizando a jornada de superação da depressão e convidando as pessoas a se unirem em torno dessa causa.
Essa ação não apenas aumentou a conscientização, mas também proporcionou um espaço para que as pessoas compartilhassem experiências e encontrassem apoio, criando uma rede de apoio digital genuína e poderosa.

Crédito da imagem: Fonte: G1 – Globo, “Labirinto de Girassóis busca discutir a depressão”, link para o vídeo.
Como medir o impacto das campanhas digitais de conscientização em saúde mental
A beleza das campanhas digitais é que podemos medir seu impacto em tempo real e ajustar a estratégia conforme necessário. É mais do que acompanhar cliques ou curtidas: é sobre avaliar o impacto real da nossa mensagem. Quais ações as pessoas estão tomando? Estão se conectando com recursos de apoio ou compartilhando suas próprias histórias? O verdadeiro sucesso é medido pela mudança que conseguimos gerar na vida das pessoas.
As métricas não são apenas números; elas são um reflexo de quanto realmente conseguimos ajudar. Por isso, foque em indicadores como engajamento, compartilhamentos e, principalmente, feedbacks positivos de quem foi impactado pela campanha.
Reduzindo os efeitos negativos das redes sociais no bem-estar mental
As redes sociais são incríveis para conectar, mas também devem ser usadas com responsabilidade. Como profissionais de marketing, temos o dever de não só divulgar mensagens importantes, mas também educar sobre o uso saudável das plataformas. O impacto psicológico do uso excessivo das redes sociais é real e precisamos estar cientes dos efeitos que elas têm, especialmente nas gerações mais jovens. Em vez de contribuir para o isolamento, vamos promover espaços de saúde mental e bem-estar.
Quando falamos sobre marketing, também falamos sobre ética digital e a responsabilidade de educar e engajar de forma saudável. Campanhas que incentivam pausas digitais ou o uso consciente das redes sociais são exemplos de como podemos aliar marketing e bem-estar.
Conclusão: vamos transformar a conscientização sobre saúde mental juntos
A conscientização sobre saúde mental não deve se limitar a um mês do ano. Como profissionais de marketing, temos a responsabilidade de manter essa conversa ativa e verdadeira durante todos os 12 meses. Vamos usar nossas plataformas para inspirar, educar e, o mais importante, apoiar as pessoas a se cuidarem. Juntos, podemos ser a mudança que precisamos ver no mundo digital e na sociedade.
E, se você, que está lendo essa publicação, estiver passando por algum problema em saúde mental, lembre-se: pedir ajuda é um ato de coragem.
Referências:
- We Are Social, Digital 2024
- Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO)
- SALES, S. S.; COSTA, T. M. da .; GAI, M. J. P. . Adolescents in the Digital Age: Impacts on Mental Health. Research, Society and Development, v. 10, n. 9, p. e15110917800, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i9.17800.
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